quarta-feira, 28 de agosto de 2013

John Green sobre Esther e Aculpa é das Estrelas



Pediram que todos fizessem uma careta, mas eu não recebi o comunicado.
Esther Earl faria 18 anos hoje, uma adulta de verdade. Sinto falta dela.
É muito fácil transformar os mortos em Lições para os Vivos — dizer que a Esther me ensinou a Viver a Vida ou a Ser Grato ou a Reconhecer o Valor da Beleza. Mas, sinceramente, pelo menos na minha opinião, qualquer uma das lições aprendidas com a morte dela poderia ter sido aprendida de alguma outra forma, de um jeito mais fácil. Acho que o universo como um todo estaria melhor se ela ainda estivesse fazendo vídeos.
Fico muito feliz por ter conhecido a Esther, por ela ter sido uma nerdfighter e pelo fato de, através da família dela e da organização This Star Won‘t Go Out, nós ainda podermos tentar acabar com o que há de ruim no mundo com a ajuda dela. Mas, ao mesmo tempo, fico muito chateado por ela ter morrido.
Ela era jovem, tinha um senso de humor adolescente autêntico, era engraçada, empática, loucamente apaixonada por seus amigos e familiares e uma escritora muito talentosa. É difícil achar uma explicação para isso, mas nunca gostei tanto de uma adolescente — pelo menos não desde a época em que eu eraum adolescente. Ela era realmente legal, na melhor acepção da palavra. Ela nunca fez com que eu me sentisse pouco à vontade. Ouvia o que eu tinha a dizer e conversava comigo com toda a sua atenção, e também dizia, sem cerimônia, que eu só falava merda.
(No dia em que essa foto foi tirada, não consegui fazer muito bem o meu papel de Adulto e chorei à beça. Em determinado momento, a Esther falava da sua relação complicada com a ideia de paraíso, e eu respondi que havia inúmeras formas de imaginar uma vida infinita após a morte, algumas delas nem necessariamente tão sobrenaturais assim, e ela simplesmente me lançou um olhar de esguelha que queria dizer: “Você precisa aprender o significado da palavra infinito.” Ela estava certa, é claro. Naquela noite, de volta ao hotel, escrevi a frase O consolo superficial não é um consolo verdadeiro, que aparece emA culpa é das estrelas.)
Os quase dois anos desde a morte da Esther complicaram meu relacionamento com ela porque agora, obviamente, não há só o tempo, mas também um livro, entre nós: eu nunca teria escrito A culpa é das estrelas se não tivesse conhecido a Esther. Cada palavra desse livro está condicionada a ela.
Mas, ao mesmo tempo, eu não quero que as pessoas associem a Esther e à Hazel (elas são muito diferentes), e é extremamente importante, para mim, afirmar que não estou contando a história da Esther. A história da Esther pertence à Esther e à família dela, e eles a contarão de uma forma linda e genial.
Quando eu estava trabalhando na divulgação do livro, vários jornalistas queriam que eu falasse da Esther, porque atualmente os livros “baseados numa história real” vendem muito mais do que aqueles que são só ficção mesmo. Na verdade, eu nunca soube como lidar com essas perguntas, e ainda não sei, porque a verdade (como sempre) é complicada: a Esther inspirou a história porque eu fiquei muito zangado depois da morte dela, e escrevi sem parar, com uma concentração e uma paixão que não experimentava desde que reescrevi Quem é você, Alasca? , em 2003. E a Esther me ajudou a ver que os adolescentes eram pessoas mais empáticas do que eu achava. O charme e o sarcasmo dela foram a inspiração do livro, e também a sua ideia de incluir em seu Desejo um autor de quem ela gostava. Mas a história também foi inspirada por muitas outras pessoas: meu filho, minha mulher, as crianças que conheci e amava e que morreram no hospital pediátrico quando eu estudava para ser capelão, meus pais (meu pai é um sobrevivente do câncer) etc.
Eu gostaria que ela tivesse lido A culpa é das estrelas. Imagino que teria achado o livro um pouco improvável, mas espero que ainda assim teria gostado dele. Só que nunca saberei. Estou impressionado com o fato de o livro ter alcançado um público tão amplo, mas a pessoa que eu mais quero que o leia nunca o lerá.
A Esther virou uma heroína na nossa comunidade, e a narrativa heroica nem sempre se alinha perfeitamente com a pessoa que ela era. (As narrativas heroicas nunca fazem isso.) Mas essa parte é verdadeira, pelo menos o que conheci dela: Ela era generosa, amorosa e cheia de graça — este, afinal de contas, era um de seus sobrenomes: Grace.
E, além isso, ela sabia fazer careta na hora certa.
Quando contei à Esther que nós queríamos comemorar o aniversário dela enquanto ainda houvesse vídeos feitos pelos vlogbrothers, e que os vídeos nesse dia poderiam ser sobre qualquer assunto que ela quisesse, ela demorou algumas semanas para me dar uma resposta. Por fim, queria que fosse um dia que celebrasse o amor em família e entre amigos. Eu vejo o Dia da Esther como um tipo de Dia dos Namorados para todos os outros tipos de amor.
Essa ideia foi brilhante, Esther. Obrigado pelo Dia da Esther. Obrigado por me ajudar a dizer à minha família e aos meus amigos o que eu ainda espero poder dizer para você, mesmo daqui deste mundo que nos separa: eu te amo.
(Você pode contribuir com This Star Won’t Go Out, a organização fundada em memória da Esther que dá auxílio às famílias de crianças com câncer, diretamente aqui ou comprando uma pulseira TSWGO.)
Texto traduzido do Tumblr do John Green.

Fonte:  Intrinseca

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

sábado, 20 de julho de 2013

Posso pedir uma coisa para você? Me perdoe também. Desculpa se às vezes falo sem pensar, se vomito as coisas de uma forma boba, se sou criançola, mimada e estúpida, se sou tão cabeça-dura a ponto de ficar cegueta. Desculpa se às vezes fico surtada e emburrada. Desculpa se meu orgulho é um dos meus piores defeitos. Desculpa se tenho um lado crítico bem forte. Desculpa se sou ciumenta com as minhas coisas. Desculpa se nem sempre eu sou doce. Desculpa se muitas vezes eu faço birra como se tivesse 5 anos de idade. Desculpa se eu não sou uma pessoa tão boa assim. Desculpa, desculpa mesmo. Desculpa se tenho sentimentos estranhos como inveja, preguiça e todos os sete pecados capitais reunidos. Desculpa por ter os defeitos que os seres humanos têm - e eu não gosto.

Clarissa Corrêa

sexta-feira, 31 de maio de 2013

"

Porque aprendi que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim."
“Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca na sua vida?”
— Luis Fernando Veríssimo.

terça-feira, 21 de maio de 2013


“- As vezes sinto falta de mim.
- Eu também, menina.
- Sente falta de si?
- Não, de você. E dói.
(Silêncio)
- Me abraça?
- Sempre!”
—Caio F. Abreu.
“Você já fez isso? Pensa em todos os momentos que teve com aquela pessoa e da replay na sua cabeça, de novo e de novo. São os primeiros sinais de que você está com problemas.”
—500 dias com ela.

sexta-feira, 10 de maio de 2013





"Ela lia muito, e quando contava uma história nunca sabia ao certo onde a teria lido, às vezes não sabia sequer se a tinha vivido e não lido."



 Caio F Abreu

segunda-feira, 29 de abril de 2013

"Namore uma garota que lê"



Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, E. E. Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.


via Eu Amo Ler

segunda-feira, 22 de abril de 2013





“Depois da meia-noite eu olhei para o céu e uma estrela me chamou a atenção. Era grande, forte, tinha uma luz diferente das outras. Era uma estrela especial. Brilhava. Se destacava. Olhei para ela, fechei os olhos, fiz um pedido. Eu pedi para você ser feliz.”
—Clarissa Corrêa.

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Liga das Florestas