quarta-feira, 20 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Vida Nova / Ou Quase - 2
To começando a ficar assustada!
Morar em um lugar novo é meio que começar tudo do zero, eu não conheço basicamente nada nem ninguém aqui, passo meus dias lendo ou fazendo algum trabalho. Me sinto muito isolada.
Por um lado lado é bom, a paz e o sossego são ótimas companhias, mas eu estou começando a acreditar que estou ficando maluca, eu me pego falando sozinha cada dia mais, discutindo comigo mesma e me mandando calar a boca. Ando em uma paranoia doida por causa das aranhas, em cada lugar da casa que eu vou vasculho canto por canto pra ver se não tem nenhuma aranha por perto. nos dias que não tenho aula passo basicamente dentro de casa, trancada no quarto, isso ta acabando comigo. Pra ter uma ideia do tamanho do tédio por aqui tem dias que nem ler eu tenho vontade.
Mas apesar dos pesares eu to gostando desse lugar, to gostado de respirar novos ares de conhecer um novo jeito de ser das pessoas. Tem sito uma experiencia libertadora.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Vida Nova / Ou Quase - 1
Estou com medo!
Medo da mudança, medo da novidade. Gosto do meu "conforto", aprendi a suportar o modo como vivo agora. O novo me faz tremer, faz-me sentir desprotegida.
Tenho medo do que possa acontecer, medo de quem eu possa a vir me tornar, medo do que o futuro me reserva. Fico o dia todo pensando "E se..."
"E se não der certo?"
"E se eu não conseguir?"
"E se... E se... E se...????"
Sei que eu preciso aprender a voar com minhas próprias asas e que mais cedo ou mais tarde vou precisar me acostumar a viver assim. Me sinto tão pronta as vezes, já, tem dias, em que me sinto uma criança insegura que ainda não aprendeu a atravessar a rua sem a ajuda da mãe.
Quero muito ser, me tornar independente, dar orgulho pros meus pais mas, me sinto tão fraca, tão medrosa, tão ingênua, insegura de mais.
Medo da mudança, medo da novidade. Gosto do meu "conforto", aprendi a suportar o modo como vivo agora. O novo me faz tremer, faz-me sentir desprotegida.
Tenho medo do que possa acontecer, medo de quem eu possa a vir me tornar, medo do que o futuro me reserva. Fico o dia todo pensando "E se..."
"E se não der certo?"
"E se eu não conseguir?"
"E se... E se... E se...????"
Sei que eu preciso aprender a voar com minhas próprias asas e que mais cedo ou mais tarde vou precisar me acostumar a viver assim. Me sinto tão pronta as vezes, já, tem dias, em que me sinto uma criança insegura que ainda não aprendeu a atravessar a rua sem a ajuda da mãe.
Quero muito ser, me tornar independente, dar orgulho pros meus pais mas, me sinto tão fraca, tão medrosa, tão ingênua, insegura de mais.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Le fabuleux destin d'Amélie Poulain
Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Que livro é você?
Acabei de fazer um teste, um teste muito legal!
A ideia é responder 10 questões para então descobrir que livro você seria.
"Se você fosse um livro nacional, qual livro você seria? Um best-seller ultrapopular, oou um relato intimista?"
Eu achei meu resultado mega interessante, é como se eu fosse 4 livros, e, por incrível que pareça, eu me identifiquei com cada um deles. Olha só:
Resultado


"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.


Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.


"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.


Você também quer fazer o teste?Acesse o link ->
A ideia é responder 10 questões para então descobrir que livro você seria.
"Se você fosse um livro nacional, qual livro você seria? Um best-seller ultrapopular, oou um relato intimista?"
Eu achei meu resultado mega interessante, é como se eu fosse 4 livros, e, por incrível que pareça, eu me identifiquei com cada um deles. Olha só:
Foto: Divulgação
"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis
Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem."Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.
Foto: Divulgação
"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector
Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.
Foto: Divulgação
"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade
"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz."Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.
Foto: Divulgação
"Doidas e santas", de Martha Medeiros
Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.Você também quer fazer o teste?Acesse o link ->
Que livro é você?
quinta-feira, 27 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
#DiaNacionaldaPoesia
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)"
- Álvaro de Campos, 21-10-1935
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A Baleia Solitária
Em 2004, The New York Times escreveu um artigo sobre a baleia mais solitária do mundo. Cientistas, que a têm acompanhado desde 1992, descobriram o problema:
Ela não é como qualquer outra baleia. Ao contrário de todas as outras baleias, ela não tem amigos. Ela não tem uma família. Ela não pertence a nenhuma tribo ou grupo. Ela não tem um amante. Ela nunca teve. Suas canções vêm em grupos de duas a seis chamadas, com duração de cinco a seis segundos cada. Mas sua voz é diferente de qualquer outra baleia. Ele é única. Enquanto o resto de sua espécie se comunica entre 12 e 25Hz, ela canta em 52Hz. Você vê, esse é precisamente o problema. Nenhuma outra baleia consegue ouvi-la. Cada uma de suas chamadas desesperadas para se comunicar permanece sem resposta. Cada grito, ignorado. E, com cada canção solitária, ela se torna mais triste e frustrada, suas notas musicais caindo mais fundo no desespero, conforme os anos passam.
Imagine esse mamífero gigantesco, flutuando sozinho e cantando – grande demais para se conectar com qualquer um dos seres que passam por ele, sentindo-se paradoxalmente pequeno no vasto oceano vazio, no mar aberto.
#ELF Elves Barbosa
CDC Fatos Desconhecidos
CDC Fatos Desconhecidos
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